Resumo
A água tem sido, ao longo do tempo, celebrada por poetas de todas as épocas na literatura. Sir C. V. Raman, de forma afetuosa, denominou-a o “elixir da vida”. No entanto, com o passar do tempo, os Estudos Ecológicos passaram a submeter a água a um escrutínio acadêmico. Este artigo centra-se no extraordinário poder destrutivo das paisagens aquáticas durante catástrofes inesperadas. O termo “paisagens aquáticas” abrange todas as fontes de corpos hídricos, como mares, rios, lagos, zonas úmidas, oceanos e até mesmo lagoas. O trabalho aprofunda-se na água, concebendo-a como uma metáfora dinâmica, e investiga a conexão inevitável entre os seres humanos e esse elemento. Além disso, aborda questões como poluição, mudanças climáticas, padrões climáticos imprevisíveis, elevação do nível do mar e extinção de espécies, todas associadas às paisagens aquáticas. Mario Petrucci, poeta britânico nascido na Itália, e Margaret Atwood, uma poeta canadense multifacetada, demonstram profunda preocupação com o bem-estar ecológico do planeta; por essa razão, foram selecionados para análise alguns de seus poemas mais representativos. Os poemas de Petrucci — “Goluboy”, “Light”, “India” e “Pripyat” — e os de Atwood — “Frogless”, “Spring in the Igloo”, “Bear’s Lament” e “Vermilion Flycatcher, San Pedro River, Arizona” — exploram as ameaças enfrentadas pelos corpos d’água em diferentes regiões do mundo.
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