Resumo
Há um fio que cose o tempo. Não o fio cronológico dos calendários, mas um “fio de linho da palavra”, para citar a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, e também de sangue e de esquecimento, que as literaturas de língua portuguesa não se cansam de fiar e desfiar, como uma Penélope coletiva que tece, à noite, o sudário dos impérios e desmancha, ao amanhecer, a ilusão de uma identidade una. É desse fio que se ocupa este número, cujo título — “Memórias entrelaçadas: reflexões sobre memória e identidade na literatura lusófona” — já é um mapa do labirinto que nos convida a percorrê-lo.

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Copyright (c) 2026 Susana L. M. Antunes, Maria da Conceição Oliveira Guimarães
