https://www.revistaveredas.org/index.php/ver/gateway/plugin/AnnouncementFeedGatewayPlugin/atomVeredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas: Anúncios2026-10-30T18:52:47+00:00Open Journal Systems<h2><sub>Veredas: revista da Associação Internacional de Lusitanistas</sub></h2> <div id="content"> <div id="journalDescription"> <p><strong><em>Veredas</em></strong> é uma revista semestral da <a href="https://www.lusitanistasail.org/">Associação Internacional de Lusitanistas</a>. Trata-se de uma publicação científica que tem como objetivo a divulgação de pesquisas sobre a literatura e a cultura dos países de língua portuguesa. </p> </div> </div>https://www.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/23Chamada de artigos: Formas da Teoria nas literaturas de língua portuguesa2026-10-30T18:52:47+00:00Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas<p><strong>Apresentação</strong></p> <p>Os estudos literários são recorrentemente atravessados por sucessivos debates sobre o lugar da teoria, da filologia, da interpretação e da leitura. Depois de ter ocupado posição central no debate crítico da segunda metade do século XX, a teoria literária foi muitas vezes declarada esgotada, institucionalizada ou substituída por novos paradigmas metodológicos. No entanto, cada anúncio do seu declínio parece reabrir a sua necessidade, deslocando-a para outros campos: a leitura, a edição, o comentário, o arquivo, a tradução, a crítica textual, a história literária, as humanidades digitais e as práticas de ensino. Em <em>Le Démon de la théorie</em>, Antoine Compagnon interroga o movimento paradoxal pelo qual a teoria, mesmo quando contestada ou aparentemente superada, continua a regressar como problema crítico. Paul de Man, por sua vez, situava, em <em>The Resistance to Theory</em> (1986), o interesse teórico da teoria literária na dificuldade, ou mesmo impossibilidade, da sua própria definição e fazia da resistência à teoria uma tensão constitutiva do pensamento crítico.</p> <p>Este dossiê parte dessa situação paradoxal, a teoria parece perder centralidade precisamente quando se torna inevitável voltar a pensar o que fazemos quando lemos. A pergunta central será de que modo a Teoria reaparece em práticas concretas de leitura, descrição, comentário, edição, arquivo, interpretação, tradução, ensino, anotação e análise textual. O título “Formas da Teoria nas Literaturas de Língua Portuguesa” propõe pensar os modos pelos quais a teoria se inscreve e se reconfigura no estudo das literaturas e culturas de língua portuguesa. A teoria interrogou os pressupostos da interpretação; a filologia insistiu na materialidade, historicidade e transmissão dos textos; a leitura tornou visíveis os gestos, limites e possibilidades das práticas críticas. O dossiê procura, assim, explorar a filologia como pensamento da linguagem, a teoria como reflexão sobre os gestos de leitura e a leitura como prática situada, material, histórica e formal. A partir dessas questões, o dossiê acolhe propostas que examinem a atualidade da teoria e da leitura nas literaturas e culturas de língua portuguesa, entendida em sentido amplo: modelos interpretativos, autoridade crítica, transmissão textual, edição, cânone, ensino da literatura, materialidade do livro, arquivo, <em>close</em> e <em>distant reading</em>, mediação humana, algoritmos, modelos computacionais e inteligência artificial.</p> <p>Ao mesmo tempo, o dossiê pretende abrir espaço para investigações que pensem a filologia não como simples retorno conservador ao texto, mas como prática crítica capaz de articular materialidade, historicidade, forma, linguagem e interpretação. Em “The Return to Philology”, Edward Said definia a verdadeira leitura filológica como uma leitura ativa, voltada para o processo da linguagem e para aquilo que, nos textos, permanece oculto, incompleto, mascarado ou distorcido. A filologia, nesse sentido, constitui uma forma de atenção às palavras como parte formativa da realidade histórica e literária. Nesse horizonte, pode ser entendida como uma das formas contemporâneas de reinscrição da teoria, uma teoria menos programática, mas inscrita nos gestos concretos da leitura, da edição, da anotação, da preservação, da tradução e da construção de arquivos. </p> <p><strong>Eixos temáticos possíveis</strong></p> <p>Serão bem-vindos artigos que abordem, entre outros, os seguintes temas:</p> <ol> <li>Teoria depois da teoria: Reflexões sobre a institucionalização, dispersão, transformação ou sobrevivência da teoria literária. Trabalhos sobre Compagnon, de Man, Culler, Derrida, Barthes, Eagleton, Rancière, Said, Spivak, Butler, Sedgwick, Jameson, entre outros, em diálogo com as literaturas e culturas de língua portuguesa.</li> <li>Filologia, crítica textual e leitura: Estudos sobre filologia, crítica textual, edição crítica, edição genética, edição digital, história do texto, variantes, testemunhos, arquivos, manuscritos, impressos, paratextos e práticas de comentário.</li> <li>Retornos à filologia: Discussões sobre o chamado “retorno à filologia”, a partir de autores como Leo Spitzer, Erich Auerbach, Edward Said, Paul de Man, Jonathan Culler e Werner Hamacher. Serão particularmente relevantes propostas que pensem a filologia como forma de leitura e não apenas como técnica de estabelecimento textual.</li> <li>Modos de leitura e interpretação: Trabalhos sobre hermenêutica, <em>close reading</em>, d<em>istant reading</em>, pós-crítica, crítica da suspeita, leitura sintomática, leitura formal, leitura material, leitura ética, leitura histórica e leitura computacional.</li> <li>Literatura, ensino e humanidades: Artigos sobre o lugar da literatura na universidade contemporânea, os currículos de literatura, a formação de leitores, a função pública das humanidades e os desafios institucionais dos estudos literários.</li> <li>Arquivo, materialidade e mediação digital: Estudos sobre arquivos literários, bibliotecas digitais, edições eletrónicas, humanidades digitais, anotação semântica, bases de dados, modelos computacionais, inteligência artificial e transformações das práticas de leitura e investigação.</li> <li>Cânone, língua e comunidade interpretativa: Reflexões sobre o cânone literário em língua portuguesa, a formação de tradições críticas, os usos da lusofonia, a circulação transnacional dos textos, as literaturas pós-coloniais e as comunidades de leitura.</li> <li>Autoria, texto e livro: Trabalhos sobre autoria, intenção, anonimato, pseudonímia, heteronímia, colaboração, tradução, reescrita, plágio, inteligência artificial, cultura impressa e cultura digital.</li> <li>Formas literárias da leitura: Análises de obras literárias que tematizem ou formalizem experiências de leitura, linguagem, sujeito, história, império, memória, transmissão textual ou experiência estética.</li> <li>Literaturas de língua portuguesa e pensamento crítico: Estudos sobre autores, obras e tradições das literaturas portuguesa, brasileira, africanas de língua portuguesa, galega, timorense, macaense e das diásporas, em diálogo com problemas teóricos, filológicos e interpretativos.</li> </ol> <p><strong>Bibliografia </strong></p> <p><strong> </strong>Compagnon, Antoine. <em>Le Démon de la théorie: littérature et sens commun</em>. Paris: Seuil, 1998.</p> <p>Culler, Jonathan. <em>Literary Theory: A Very Short Introduction</em>. Oxford: Oxford University Press, 1997.</p> <p>de Man, Paul. <em>The Resistance to Theory</em>. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1986.</p> <p>Eagleton, Terry. <em>After Theory</em>. London: Allen Lane, 2003.</p> <p>Hamacher, Werner. “95 Theses on Philology.” <em>Diacritics</em> 39, no. 1 (2009): 25–44.</p> <p>Hamacher, Werner. <em>Minima Philologica</em>. Translated by Catharine Diehl and Jason Groves. New York: Fordham University Press, 2015.</p> <p>Knapp, Steven, and Walter Benn Michaels. “Against Theory.” <em>Critical Inquiry</em> 8, no. 4 (1982): 723–742.</p> <p>Rancière, Jacques. L<em>a Parole muette: essai sur les contradictions de la littérature</em>. Paris: Hachette, 1998.</p> <p>Said, Edward W. “The Return to Philology.” In <em>Humanism and Democratic Criticism</em>, 57–84. New York: Columbia University Press, 2004.</p> <p>Spitzer, Leo. <em>Linguistics and Literary History: Essays in Stylistics</em>. Princeton: Princeton University Press, 1948.</p> <p> </p>2026-10-30T18:52:47+00:00https://www.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/21Chamada de artigos: Chamada para publicação ed. 44 (2-2025) - DOSSIÊ: Memórias Entrelaçadas: Reflexões sobre Memória e Identidade na Literatura Lusófona2025-07-01T22:14:38+00:00Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas<p>O entrelaçamento entre memória e identidade é a temática deste Dossiê e suscita reflexões sobre personagens inseridas em contextos literários representativos da lusofonia contemporânea. Sabemos, entretanto, que desde os gregos, a Memória é um construto coletivo, unindo deuses, semideuses e humanos. Passados muitos séculos, precisamente na Idade Média, Santo Agostinho, em <em>Confissões</em>, X, 14, nomeou a Memória de “receptáculo dos conhecimentos”, ou ainda em sua expressão “ventre da alma”. A passagem dos milênios não apagou a importância da Memória para humanidade, antes a tornou uma figura central na história da sociologia, como nos assegura o sociólogo francês Maurice Halbwachs (1877–1945) em sua obra seminal, <em>Os Quadros Sociais da Memória</em> (1925). Essa obra de Halbwachs está intrinsecamente conectada à memória coletiva, moldada e influenciada pelos contextos sociais aos quais pertencemos. Isso significa que nossas experiências e memórias pessoais não são apenas produtos individuais, mas complexas interações no tocante às questões de identidade.</p> <p>Em se tratando da concepção de identidade dos sujeitos na contemporaneidade, suas características perpassam por sujeitos que não têm uma identidade fixa, essencial ou permanente. Em razão disso, a identidade ou as identidades, tal qual a Memória, são formadas e transformadas constantemente, sofrendo a influência dos diferentes sistemas culturais de que tomam parte. Inserida nesse contexto, a visão do sujeito identitário assume contornos históricos e não biológicos, processo que soa perturbador, visto possuir um caráter de incerteza e imprevisibilidade resultante de deslocamentos do passado. Logo, abrem-se possibilidades de desenvolvimento de novos sujeitos identitários em cadeia sucessiva. Tal percepção identitária vai ao encontro da visão teórica de Zygmunt Bauman (1925 – 2017) publicada em 2005 no livro <em>Identidade:</em> entrevista a Benedetto Vecchi: “à medida que nos deparamos com as incertezas e as inseguranças da modernidade líquida, nossas identidades sociais, culturais, profissionais, religiosas e sexuais sofrem um processo contínuo de transformação, que vai do perene ao transitório, com todas as angústias que tal situação suscita.” A partir desta afirmação de Bauman, dir-se-á que somente as memórias íntimas ou coletivas mantêm unido o processo de transformação pelo qual passam os sujeitos sociais, o que permite que suas identidades não se esfacelem diante das incertezas e das inseguranças proporcionadas pela experiência moderna.</p> <p>Esses teóricos constituem apenas uma amostra dos diversos pensadores representativos da memória e identidade. A título de exemplo, mencionaremos outros estudiosos que desenvolveram teorias semelhantes. Paul Ricœur (1913 – 2005), filósofo francês que abordou temas de memória, identidade e narrativa e Julia Kristeva, teórica da literatura e psicanalista que explorou a relação entre identidade, linguagem e subjetividade, oferecendo visões valiosas para a compreensão da memória e da identidade na literatura. Seguindo esta mesma linha teórica, citamos Michel Foucault (1926 – 1984), filósofo francês cujas teorias podem oferecer uma abordagem crítica para a análise das relações entre memória, identidade; além dele, Aleida Assmann, teórica alemã que se dedica ao estudo da cultura da memória, destacando a importância da memória cultural na formação da identidade individual e coletiva.</p> <p><strong>Referências</strong></p> <p>BAUMAN, Zygmunt. <em>Identidade</em>: entrevista a Benedetto Vecchi. Campinas-SP: Zahar Editora, 2021.</p> <p>HALBWACHS, Maurice <em>Os Quadros Sociais da Memória. </em>Joinville – SC: Clube de Autores, 2023.</p> <p><span style="font-size: 0.875rem;">Autores, 2023.</span></p>2025-07-01T22:14:38+00:00https://www.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/13Notícias: Veredas passa a fazer parte do ERIHPLUS2023-01-30T19:23:39+00:00Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas<p><em>Veredas </em>foi recentemente aceite para integrar a base de dados do European Reference Index for the Humanities and Social Sciences – <em>ERIHPLUS. </em>Este marco representa o reconhecimento internacional da qualidade da revista e dos artigos publicados.</p> <p>Agradecemos novamente aos coordenadores de dossiê, autores, pareceristas e revisores que continuamente colaboram com a realização da revista.</p>2023-01-30T19:23:39+00:00https://www.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/9Notícias: Veredas foi aceite para integrar a base de dados da SCOPUS2019-08-07T17:37:28+00:00Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas2019-08-07T17:37:28+00:00https://www.revistaveredas.org/index.php/ver/announcement/view/7Registo com o ORCID2017-11-23T18:33:07+00:00Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas<p>Já é possível registar-se na Veredas com o seu identificador ORCID.</p> <p>O ORCID é um identificador único e persistente de autor que possui 16 dígitos, algo como "0000-0001-0002-000X". Esse identificador é gratuíto, internacional e permite identificar e individualizar pesquisadores e seus trabalhos: o pesquisador insere seu nome e as possíveis variações para o mesmo.</p> <p>Agências de fomento (FAPESP, CNPq etc.) já estão integradas ao ORCid. Nesses termos, é possível realizar importação automática dos dados. A CAPES já solicita dos candidatos a bolsas e financiamentos de seus programas internacionais, um código de cadastro na ORCID.</p> <p>Saiba mais sobre o ORCID: <a href="https://orcid.org/about/what-is-orcid/mission">https://orcid.org/about/what-is-orcid/mission</a>.</p>2017-11-23T18:33:07+00:00